Palavras ao vento...


27/12/2006


Num dia quente como hoje,

Sai para caminhar

Não, não foi uma simples caminhada

Fui em busca do que matasse minha fome

Sim, a fome de viver

A fome de algo muito maior.

Sai em busca do amor

Não encontrei...

Voltei pra casa cansada

O sol continua a pino

O calor me devora

Aqui dentro destas quatro paredes: indiferença

Bebo um  mate gelado

Deito-me na rede da varanda

E vejo as nuvens no céu

Esperando que venha a chuva pra lavar a alma

E dar forçar para amanhã eu sair novamente para caminhar.

 

Escrito por Cris às 12h06
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26/12/2006


Lá fora ela ouviu um trovão...

O vento que balançava as árvores

Dentro, o barulho do silêncio

O barulho dos seus dedos impacientes que tentavam escrever

Mas tudo parecia fútil, sem graça

Fome de amor, ela tinha

Sabia que não poderia amar naquele momento

Que teria que guardar no coração o que sentia

Com medo das conseqüências

Lembrou-se de cada palavra, de cada gesto e

Uma lágrima escorreu pelo seu rosto

Sabia que o simples sonhar, na calada da noite

Não poderia existir

Sabia que a febre viria

E o nó na garganta bloquearia suas palavras

... talvez para todo o sempre...

 

Escrito por Cris às 14h31
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22/12/2006


E eis que mais uma temporada de festas se inicia.

E eis que meus pensamentos vagam pelo ar.

E eis que me desfaço sob a luz de velas.

 

Sei apenas que este final de ano apesar dos tropeços, da falta de perspectiva, da falta de iniciativa, da falta de vontade, do medo, da verdade, da falta de amor, de tudo, foi um bom fim de ano.

 

Já fui tantas coisas,

Já fui criança

Já fui à escola

já fui a mais nova

Já namorei

Já fui punk

Já me formei (em direito!! mesmo que torto)

Já fui católica

Já fui eu mesma

Já fui a mais velha

Já fui feliz

Já fui triste

Já tive um grande amor

E hoje? Quem sou eu?

Sou alguém que não tem identidade... sou uma pessoa do mundo, mas poucas as pessoas que me conhecem de verdade

Já fui tanta coisa

Que nem sei mais o que sou agora.

 

Sou assim, uma foto borrada, que não se enquadra em nenhum e em todos o mundos.

 

Escrito por Cris às 15h39
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MUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU

'

 

Porque aqui, nesse mundo de pessoas distantes dos olhos, mas tão perto do coração, está a sua casa. É nela que encontramos VOCÊ, uma pessoal especialmente linda e alegre. Uma pessoa que nos inspira confiança e determinação. Uma pessoa amiga e sempre de braços abertos a quem quer que em sua porta bata.

Agradeço a oportunidade de conhecer pessoa de alma tão bela, a me ensinar sempre.

Chuta o baixo astral que te pegou esses dias e tenha um Natal Fantástico... e sem Simone!!!

 

 

Esperança

 

Mário Quintana


Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá

(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

 

 

 

 

Um cheiro e um Muuu pra você, Mônica!!

 

Escrito por Cris às 10h39
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18/12/2006


Ohh my God!!

Depois de um final de semana passeando pelas galáxias mais distantes, estou de volta.

 

É verdade!! Fui abduzida por lindos e amáveis etezinhos que me fizeram beber muita caipirinha de maracujá com vodka e comer muito pão com salada de alface e tomate.  (affff estou me sentindo gorda de tanto pão!!)

 

E vamos começar a semana... a penúltima do ano.

 

Preparativos de Natal e Ano Novo. O que vão fazer nessas duas datas?

 

Natal: reunião de família... gente daqui e de Minas. Espero que esteja bom.

 

Ano Novo: reunião de amigos à luz de velas (hummm vai ser legal!)

 

Beijinhos

 

 

 

Deu até vontade de assistir "Amazonas na Lua"... um dos filmes mais toscos que já vi, mas fantástico.

Escrito por Cris às 12h39
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15/12/2006


Gripe...

 

Debilitada pelo mal estar de uma gripe danada.

 

Corpo dolorido, cabeça doendo.

 

Tanta coisa pra fazer, pra ler, pra ver, pra comprar, pra vender, pra viver.

 

Sinto uma apertozinho no coração, mas não sei o porque. Parece que ele sussurra alguma coisa, mas não consigo ouvir o que.

 

O dia está cinzento, cai uma chuvinha fina, querendo espantar o calor, mas os pássaros continuam cantando,trazendo alegria ao dia tão melancólico.

 

 

Ounvindo Norah Jones

Escrito por Cris às 11h56
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13/12/2006


Estive me recordando de todas as coisas que aqui escrevi. Por tantas coisas que passei (e ainda passo), meus lamentos,minhas lágrimas, meus poucos sorrisos, minhas alegrias e "desalegrias".

Nestes últimos anos tenho reclamado muito e vivido pouco. Tenho chorado a ausência de pessoas e de perspectivas e nada fiz para mudar.

Iludi-me em muitos momentos de que pessoas mudam, mas a grande verdade é que elas apenas camuflam quem elas realmente são.

Eu sou assim, cheeeeia de defeitos. Defeitos que irritam algumas pessoas, mas tenho um bom coração e adoro ouvir, dar conselhos nem tanto, mas ouvir eu adoro. Tentei camuflar alguns defeitos, mas a memória é tão franca que sempre falho, então, a única coisa que posso dizer é que me aceitem como sou. Esforço-me para ser uma pessoa melhor, sempre, mas alguns defeitos (ou qualidades, dependendo do ponto de vista) não mudará.

O ano está chegando ao fim, e claro, a esperança se renova a cada ano, a cada dia. Comigo não é diferente. Ainda sonho com um sentimento maior, mesmo que sozinha (mas acompanhada dos amigos)... aliás, retiro os parênteses e refaço a frase: Sonho com um sentimento maior, e não estarei sozinha, estarei acompanhada pela preciosidade que são meus amigos. *sorriso*

Vou correr...tenho que alimentar meus pequenos dogs que estão famintos.

 

 

Ouvindo Morcheeba... banda maravilhosa

Escrito por Cris às 11h31
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11/12/2006


"todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo. Temos todo o tempo do mundo"

- Legião Urbana

 

Porque hoje é segunda-feira e não há nada melhor que acordar com pensamentos positivos.

Porque pensamentos positivos atraem outros e outros.

Porque a vida é assim: numa hora a gente está triste sem motivos (ou por todos os motivos do mundo) e noutro, a gente ri e sorri.

Porque somos assim: como bobo alegre... mas feliz.

Porque chorar, se não for por amor, não vale a pena.

Porque viver é muito bom.

Então, vamos nessa pois o tempo é longo, mas há coisas que não esperam.

 

Escrito por Cris às 12h47
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08/12/2006


Sexta-feira! Ate que enfim!

Apesar de palavras terem sido engolidas a seco durante toda a semana, num balanço geral, foi uma boa semana.

Queria agradecer ao vizinhos (Val, posso pegar esse termo emprestado ?!) pelo carinho desmedido que têm dedicado à mim.

Penso que a cada dia encontro a alegria nas palavras escritas por vocês.

Dia cheio... só passei pra deixar um beijo grande, pois meu coração assim pediu. Ele tem encontrado luz, onde só havia escuridão.

Beijos floridos a todos. E pra quem quiser me acompanhar... estarei caminhando por entre flores.

 

Escrito por Cris às 10h42
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07/12/2006


 

Uma velha sensação volta a este coração já tão cansado.

A noite escura passa lentamente, rolo na cama de um lado pra o outro... o vento traz um uivo distante, arrepiando-me e me deixando mais alerta.

Tantos pensamentos, tantas decisões a serem tomadas... ouço o barulho da chuva na janela... a noite toda...

Fecho os olhos e por um instante sonho.

Sonho com uma garota num quarto escuro, observando pela fresta da janela, olhando a rua tão movimentada. Ela reza, pedindo para que ele encontre um novo amor. Um amor de verdade, que o faça feliz e que assim a liberte desse quarto escuro.

Ela quer correr, quer sentir a brisa fresca no rosto, mas não quer vê-lo sofrer, pois apesar de tudo, ela sabe que ele gosta dela. Mas fazê-la sofrer é algo que ele não consegue evitar, não percebeu ainda que ela já não está presente de corpo e alma...

Ela só quer a liberdade e para isso ele precisa se libertar primeiro.

Acordo assustada e a claridade da manhã cinzenta desponta.

É só mais um dia.

Vamos sorrir e fazer de hoje um dia especial. Viver um dia de cada vez.

 

 

 

 

Escrito por Cris às 08h26
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06/12/2006


Mais um dia que nasce, mais um nó que se faz e se perde no meio de tantas confusões, de tantos "ais".

Já não sei se sinto... sinto apenas a alma anestesiada pela falta de sei lá o que.

Um futuro inserto, uma gota que cai no ladrilho da cozinha...pia transbordando.

Ouço vozes lá fora, um riso... a alma se cala... e o vento leva o riso embora.

Aqui dentro é frio, mas não é frio o coração, que pulsa, pensa, estica para todos os lados procurando o melhor caminho.

Não há magoas... mas há o vazio... um eco... eco... eco... eco...

 

 

Escrito por Cris às 08h17
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05/12/2006


ô minha gente vâmo pará de putaria?!

Aviso aos navegantes que hoje não tô boa!

Incrível como agente corre, corre, confia, esquece coisas que nos magoaram, sorri pro que vem aí, mas numa terça-feira de chuva, sozinha em casa, já não muito feliz com o monte de tarefas que se tem pela frente, num simples "click" de mouse, descobre que não é nada daquilo. Que a confiança não deve existir. Não entendo porque há seres humanos que fazem isso...

Ó céus, ó vida! Eu sei, minha gente, que tudo depende de mim, que a minha felicidade está nas minhas mãos. Mas cadê a "benedita" coragem que sempre nos (me) falta na hora "H"?

Tô tão cansada de ser passada pra trás, e pior, por aquele que deveria ser meu companheiro, meu amor, meu amante, meu mundo. (qualidades que já se perderam a tempos... eu é que insisto... e não por amor)

Estou sentindo uma raiva tão grande. Uma agonia... dor de estômago. Raiva de mim, da minha inércia.

Vontade de gritar, alguém quer gritar comigo?

Tô precisando daquele abraço apertado.

 

 

 

Durante muito tempo eu construí uma história em cima de um castelo destruído
E pra fugir dessa realidade dura eu já encontrei mais de mil motivos
Agora essas palavras de pessoas santas parecem música nos meus ouvidos
Já que ficou quase insuportável ouvir a voz dos meus olhos aflitos

De tanto chorar depois que a festa acabar
Se eu não me matar, talvez eu peça ajuda para voltar
De um lugar da onde despenquei feito um anjo que morreu de raiva
Na queda eu me despedacei mas eu já me permito mudar

Olhei ao meu redor para reconstruir meu castelo caído
Pra viver de bons momentos sem ter que ter os olhos escondidos
Já fiz até um testamento que não tem nada, nada, nada escrito
Já que a minha maior herança é a que eu vou levar comigo

Pra evoluir, depois que o terror passar
Se eu não suportar talvez eu peça ajuda pra voltar
De um lugar da onde despenquei feito um anjo que morreu de raiva
Na queda eu me despedacei mas eu já me permito mudar

Esse meu ódio é...
Meu ódio é...
O veneno que eu tomo querendo que o outro morra

 

(8) Ódio - Luxuria

 

Escrito por Cris às 07h23
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos


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