Palavras ao vento...


26/03/2008


Recebi isso por e-mail hoje pela manhã. Como gosto muito de Mario Quintana, eis...

 

 


DEFICIÊNCIAS - Mário Quintana (escritor gaúcho * 30/07/1906  - + 05/05/1994)

 

"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições  de outras pessoas ou da sociedade em que vive. 
"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem   olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.
 
"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:

"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.

 

Escrito por Cris às 09h21
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12/03/2008


Estava em pé, enquanto o ônibus chacoalhava seu corpo todo nas ruas esburacadas. Na estrada, de uma cidade a outra, o carro da lavandeira passou, a menina no banco do carona, tinha o olhar perdido e triste. No fone de ouvido “...Ela disse adeus, e chorou, já sem nenhum sinal de amor....” , o vento em seus cabelos  perfumava o ar pelos seus cabelos recém lavados. Uma lombada, uma pisadela recebida da garota de óculos de sol, que dormia no balanço do veículo. Gente que sobe, gente que desce, o silêncio é presente, mesmo com o todo o barulho. Um semáforo, o ponto de descida, e a vida continua, no embalo do ônibus, do vento, das pessoas que vão e que passam.

 

 

Escrito por Cris às 09h37
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05/03/2008


Sou piegas mesmo, pessoal, por isso escrevi isso aí embaixo... risos

 

Já não é a primeira vez que escrevo algo pra dizer o meu muito obrigado aos poucos amigos que me cercam, mais uma vez quero renovar a confiança que deposito em muitos deles. Assim como fazem os senhores casais depois de anos de casados, que renovam seus votos perante muitos de seus familiares, e o repetem muitas e muitas vezes. Dou como exemplo meus avós por parte de mãe que a alguns anos fizeram 50 anos de casado e trocaram alianças com a presença de todos os filhos, noras, genros, netos e bisnetos, reunidos em casa, numa reunião singela e simples que somos. Naquela mesma casa onde passei minha infância, brincando no terreiro de terra batida e paredes descascadas.
Bom, o tempo passou, os muitos amigos de infância se foram, ou melhor, se perderam na vida e quem sabe algum dia nos encontremos novamente. Lembro-me de muitos nomes, muitos rostos e muitas histórias, mas só lembranças.
Hoje possuo poucos amigos, alguns que passaram comigo a adolescência, outros que fizeram e fazem parte do meu estilo “descolado” de ser, outros que nem conheço pessoalmente, mas que são tão amados e queridos quanto os primeiros e ainda tem aqueles que recentemente entraram e espero que fiquem.
Dos amigos de adolescência, existem dois que todos os dias são recordados com carinho. Um deles, o Fran, que apesar de casado e ter uma esposa ciumenta, conseguimos nos falar quase que diariamente, e mesmo que o tempo nos afaste, como já aconteceu, temos sentimentos muito fortemente pregados na pedra e nada poderá arrancar isso de nós. O outro, o Jú, sumiu no mundo, não tenho mais notícias desde 2005, mas nem por isso deixo de ama-lo.
Dos amigos descolados, tem uma que é minha paixão, a Cris, geniosa e cheia de manias, faz piercing numa loja de tattoo. E apesar de às vezes ficarmos meses e até anos sem nos falarmos, nada nunca muda.
Dos amigos virtuais, tem a Si, que é a mulher mais corajosa e forte que já conheci, mesmo com tantos problemas, com tantas desventuras, com tantos tombos, ela está sempre ali, firme, forte e sorridente. E agora está mais linda do que nunca, pois está esperando um filho. Um filho que será muito amado e isso a faz irradiar uma luz muito especial, que contagia a todos que a cercam. Te amo, amiga.
Ainda dos amigos virtuais, há um que apesar de não termos uma amizade estabelecida, tenho um carinho gigante, pois tem uma sensibilidade enorme e seus textos me levam pra looonge daqui. Sim Alex, é você, mesmo.
E por fim, dos recém chegados, tem a Pri, que é minha companheira de trabalho. Seja bem vinda, ao meu coração, querida. Fique a vontade pra fazer o que quiser, só não rabisque as paredes!
A todas essas pessoas quero agradecer a compreensão, aos abraços, aos ombros e ouvidos emprestados, às palavras, aos olhos baixos quando eu perdi a razão, aos minutos de silêncio, às lágrimas, enfim, por tantas coisas boas e ruins que passamos juntos só tenho a agradecer por fazerem parte de quem sou hoje. Obrigada por fazerem parte da minha vida, por fazerem parte de mim. Meu coração chora de alegria ao saber que ainda é possível cultivar amizades tão forte assim.

 

 


Escrito por Cris às 08h39
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