Palavras ao vento...


29/04/2008


Tudo por causa de um telefonema perguntando se nós, uma transportadora, fazíamos fórmica. Isso me remeteu a uma nostalgia sem tamanho, fazendo-me voltar no tempo, quando eu, meus irmão e uma dúzia de crianças levadas escorregávamos sobre o tampo de alguma cadeira velha em fórmica, na esquina de casa. Uma curva perigosa e íngreme, mas que nosso espírito aventureiro fazia desse o cenário perfeito para nossas peripécias.
Tempo em que eu e minhas vizinhas brincávamos dentro do galinheiro (sem as galinhas e sua sujeira, claro). Nosso palácio encantando, nossas bonecas, nossos jogos de panela e de chá, de plástico. Nossas muitas receitas feitas de areia, terra vermelha, folhas coloridas, pétalas de flores e muito carinho e amor.
Tempo em que brincávamos de escolinha embaixo do abacateiro... foi lá que aprendi a ler e escrever antes dos sete anos.
Tempo em que brigávamos por bobagem e nossas brigas eram tão ingênuas que nossos palavrões eram formas geométricas e ficávamos loucos da vida quando éramos chamados de quadrado.
Tempo em que o menino que não morava na rua, e que sempre passava férias na casa dos tios era o “namoradinho” de todas nós, meninas, e nos derretíamos, fazíamos plantão no portão da casa dele, esperando que fossemos chamadas pra brincar.
Tempo em que fazíamos guerra de mamona verde.
Tempo em que meu irmão tinha uma BMX preta, e quanto eu saia escondida, meu irmão saia correndo atrás de mim, pronto pra me dar um safanão nas orelhas... claro que ele sempre me alcançava.
Tempo, tempo, tempo...
Enfim, o tempo passou e hoje somos adultos e como sempre lembro, muitos se perderam, mas o que está aqui dentro do peito não se perderá jamais.

Escrito por Cris às 10h56
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24/04/2008


O sol ofusca os olhos, cobre-os com as mãos e vê o vulto. O último vulto, a última pessoa. Um grito, um tiro, um bater de asas, eco... silêncio.

 

 

Escrito por Cris às 13h41
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23/04/2008


Bom, fui lá na pagina do Alex e ele disse que podia "copiar", então, seguem as 8 coisas que gostaria de fazer, talvez eu faça a maioria, vamos ver...

 

1 - Ter uma casinha de campo  que tenha uma adega, uma lareira, uma prateleira de livros, uma cozinha bem ampla com vidraças bem grandes, uma rede na varanda e que seja em um lugar que  faça frio!

 

2 - Voltar pro Peru e fazer a trilha Inca até Machupichu.

 

3 - Conhecer o deserto do Atacama, as Pirâmides do Egito, a Torre Eifel, os templos Indianos,  A Ópera de Sidney, as Igrejas de Moscou e os tigres da Sibéria. Além de outros buracos do mundo, munida de mochila nas costas e máquina fotográfica.

 

4 - Fazer a tão esperada Tattoo nas costas. Sim,  em toda ela, flores orientais!

 

5 - Realizar-me profissionalmente. Ainda falta uma boa caminhada...

 

6 - Encontrar o meu “eu” espiritual (falta muito ainda...)

 

7 - Encontrar o alguém.

 

8 - Aprender a cozinhar e planejar jardins, de verdade. Hoje arrisco-me  nos dois assuntos,  mas quero mais!


 

É isso...

 

Escrito por Cris às 13h58
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22/04/2008


É como se a alma voasse e lá do alto tudo fosse bem pequenino.
Lá do alto tudo é silencioso, tudo é inexpressivo.
Só se ouve a batida do coração e os pensamentos que voam livre.
O negro da noite, envolve os cabelos e o corpo sedoso e frágil
da alma, acariciando e torturando.
As estrelas são as únicas testemunhas deste amor pela lua, que brilha
tímida, num sorriso.
Amor impossível.
A noite se esconde por entre as nuvens e chora, deixando suas lágrimas
caírem como se a chuva fosse.
E a alma volta pra casa, triste, fria, mais sozinha que nunca.

 

Escrito por Cris às 13h10
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17/04/2008


Pensei em falar sobre as flores, suas cores, suas formas, seus nomes, suas finalidades, mas o assunto ia ser longo e desisti por preguiça
Pensei em escrever sobre a fidelidade, mas também desisti, não de preguiça, mas por desânimo, já que a traição é a bola da vez.
Pensei em falar sobre pessoas, animais, a natureza de modo geral, até sobre política pensei em escrever, mas os dias passam e os pensamentos também e se perdem ao vento.
Talvez se o tempo parasse eu conseguiria parar de pensar em assuntos tão absurdos e tão improváveis de eu escrever.
Pensei em escrever, por último, sobre o amor, mas ele estão tão ausente nos últimos tempos que falar sobre o vazio é mais fácil.
E o que é o vazio? É o nada, é a falta de tudo, é o branco... ou o preto... é o calar-se, é fechar-se para o mundo inclusive para o amor, que, se voltar, talvez encontre as portas fechadas.


 

 

Escrito por Cris às 13h04
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