Amanhece o dia. Mais uma semana se inicia, um banho demorado, sinto o cheiro do dia que nasce, sinto a brisa fresca da manhã, que bate em meu rosto.
O sol aparece, as nuvens se dissipam, um dia claro, o céu azul, uma falsa sensação de alegria toma conta de mim. O dia não cabe em mim, e anseio pelo escuro da noite, que sorrateira se esconde por detrás daquele morro, onde está o meu amor que insiste em não aparecer.
A escuridão chega de mansinho, calando os pássaro, mas não é menos bela, pois trás consigo as estrelas que brilham despreocupadas, sem saber que aqui embaixo eu e muitos outros admiram a poesia que seus brilhos proporcionam.

A noite corre lentamente e é na escuridão que me encontro, escondida atrás do muro, com os cabelos trançados, o pijama de flores, os joelhos entre os braços, o queixo no joelho, admirando a escuridão que de bela, aparentemente não tem nada, mas dá vida as nossas aventuras e desventuras, tristezas e alegrias, e tudo se forma bem diante do nariz.



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